Abel Tesfaye’s persona, The Weeknd é, numa palavra, sexo.
The Weeknd, com a sua trilogia, “House of Balloons”, “Tursday”, “Echoes of Silence”, conseguiu num ano algo que muitos não conseguem em anos: um Hype maior que o mundo. Hype que tem razão de ser. A música de Abel não é liricamente fenomenal, nem tem composições virtuosas, tal como a sua voz, apesar de extremamente versátil, não chega a ser icónica. Mas a combinação de todos estes factores com a honestidade perceptível nas palavras de Abel consegue tornar as suas músicas em plenas torrentes de sentimento cheio de falhas, vícios e pecado, tal qual a sua persona, tal qual o Homem.
Em “Wicked Games” a música envolve-se num perigoso jogo entre a honestidade alarmante de um homem que recorre ao prazer pago para aliviar a sua dor sentimental e uma composição hipnotizante capaz de evocar os mais diferentes cenários. O que se nota sempre é uma ambientação característica de The Weeknd, uma ambientação pesada, opressiva, cheia de fumo de tabaco e cheiro a sexo, com mesas salpicadas de álcool e cocaína. E é o facto de Abel ser o perfeito imperfeito num cenário mais que possível que o transforma e transforma a sua música com ele numa adição tão grande como o próprio pó que paira no ar.
